Tudo Estava como Deveria Acontecer (Gabriela Goulart Comeli)

GabrielaQuerida mãezinha Jaqueline, querido papai Dilney, começo essa carta com o coração pulsando rapidamente, mas firmando esse recado que lhes trago pedindo a Jesus que nos conceda sua luz e proteção aos nossos corações tão pequenos diante dEle.

Espero vê-los depois desse recado mais firmes e preciso da paz de seus corações para que eu também prossiga na nova jornada que a vida agora me apresenta.

A vovó Amilda me acompanha nesse dia de tanta paz para os nossos corações.

Me lembro que a decisão para a redução do estômago acima de tudo era por condições de saúde pois já me via em apuros com o desconforto,

Exames prévios, tudo sob controle, indicavam que eu poderia ir para a intervenção com segurança, e assim foi feito mamãe e papai, e venho lhes dizer que tudo estava como deveria acontecer.

Recebi orientações da vovó que veio também esclarecer as minhas dúvidas. Sei que vocês ficam com a dúvida da posição do médico quando do agravo de minhas condições pós-cirúrgicas.

Nós aprendemos, digo nós porque eu e o Gu, meu irmão Gustavo, aprendemos com vocês a importância da seriedade e da honestidade em nossas vidas.

Eu venho a lhes pedir que não fiquem mais encasquetando com esta questão médica de que a equipe que a equipe que me atendia poderia solicitar qualquer outra providência mesmo externo ao hospital. A vovó veio ao meu encontro a esse respeito acalmando-me o coração. Não houve nenhum atraso na decisão médica para se colocar em outra forma de procedimento quanto a sanar as complicações que vieram. Se fosse diferente a questão eu viria a punho relatar, mas não é o caso papai.

Peço que a calma e a serenidade nos ajudem a entender todo o processo que passamos, e com a sinceridade de sempre eu venho dizer o que a vovó me ensinou ao dizer que se não fosse a complicação que ocorreu eu de alguma forma não teria mais tempo, pois na minha programação eu não poderia continuar mais. Sei que pode parecer difícil compreender essa questão, mas é o que lhes digo na visão que a vovó me passou.

Quantos ainda por aí de repente algo inusitado ocorre como a indicar que é um acidente bobo por exemplo, é o toque que a vida se dispõe para que determinada pessoa cumpra o seu tempo final na experiência física.

Quantos, papai e mamãe, ontem por exemplo, passaram pelo mesmo procedimento cirúrgico e que tenham até tido dificuldades, e estão sob o controle médico com segurança e bem-estar em plena recuperação?

Entendo seus corações tentando reter a filha ao lado, e eu aqui evidentemente que desejaria estar com vocês, com o Gu, mas acima de nós as leis superiores que nos comandam.

Eu lutei de início para entender tudo isso, mas a vovó Amilda me fez ver que meus olhos não poderiam avaliar meu caso com os olhos limitados da vida física.

Agora cabe-nos aceitar com Deus porque a UTI não foi a porta para o fim, nada disso, foi apenas a porta que comandou meu ingresso na nova vida e me vejo em processo seguido de adaptação.

A vovó me trouxe com a sua proteção e bondade, e estou sob seu caloroso com o carinho dela 24 horas por dia, e me vejo bem segura com isso.

Papai e mamãe se tranquilizem, ? Conto com a fé de vocês e sou eu a filha sempre agradecida e ciente que a decisão para a cirurgia era acima de tudo não só uma questão estética, mas de saúde.

Aguardarei o dia a dia vê-los com a mesma saudade que sinto mas com a esperança de que um dia na linha do tempo estaremos nos reunindo.

Que o Gustavo fique bem contando comigo na torcida para o seu melhor.

Quanto à mim vou me restabelecendo bem.

A vida não acabou mamãe e papai, ela só prossegue agora de forma diferente, e Deus nos dará a força para prosseguirmos da melhor forma possível.

É isso aí, vamos em frente.

A filha e irmã com o carinho de sempre, e a saudade viva no coração.

GABRIELA GOULART COMELLI (18/01/2013, 19 anos)

Mensagem psicografada no Centro Espírita Luz e Redenção, em Palhoça-SC, no dia 24 de novembro de 2013, pelo médium Orlando Noronha Carneiro.

Publicado em Psicografias