SOU EU MESMO (Guilherme Canto Darin)

Querida mãezinha Carla, querido papai Márcio, peçamos as bênçãos de Deus para nós.

A alegria é imensa por essa oportunidade, estou com o coração batendo forte, porque nada mudou assim.

Mamãe tudo poderia ser diferente? Acredito com a visão de hoje posso lhe afirmar não seria diferente, pois o que nos aconteceu nada mais foi do que o cumprimento das provas que seu filho necessitava passar.

A visão é outra mamãe, e o corpo não anunciava qualquer problema que nos levasse a se preocupar com o cuidado mais claro. Eu não sentia qualquer coisa me que motivasse lhe dizer algo, mas acredito piamente com o que passei que nós mamãe e papai Márcio não somos donos de nós mesmos.

Quando a gente fala que o corpo é nosso isso é muito relativo pois não sabemos até quando temos a posse dele.

Veja quantas batidas o meu coração computou até a sua parada… Difícil agora eu calcular, mas soube pelo vovó Ivonete que ele somou as batidas que precisava no corpo…

Eu estou aceitando bem as coisas e entendendo que nem sempre as coisas são como desejamos…

O fio que se cortou com a parada cardíaca sem que tivéssemos meios para continuar caso fosse pela animação cardíaca, mas estou bem orientado pela vovó que me auxiliou e me auxilia, que nada fugiu às determinações das leis que nos comandam.

Observo ao meu lado que a vida segue com visões que me surpreendem, mas sou eu mesmo, sem que eu pudesse supor que eu fosse vítima de um sonho.

Mãe, eu pediria que após o tempo que você precise para sentir a dor com menos intensidade cooperasse com as minhas roupas doando para quem assim precise. Eu me sentiria mais feliz por ter ajudado alguém com as roupas que me vestiam… Com isso estarei pensando que o seu coração estará afinizado com o bem que precisamos fazer para os outros.

Quando você tiver coragem mãe, você me alegrará com essa atitude porque não quero vê-la chorando sobre as minhas coisas em casa. Sugiro que mantenha uma peça da sua escolha para suas lembranças, desde que a peça escolhida não se transforme em espinho que lhe fira.

Quanto às suas visitas ao cemitério, as flores que ali você deposita entendo que é para mim uma prece que você consegue enviar. As lembranças minhas do corpo físico se encontram lá, mas eu em verdade não estou lá, estou fora do túmulo, estou livre mamãe e papai.

Aproveito essas notícias para beijar minhas irmãs Natália e Bárbara e meus sobrinhos, o Matheus e a Sara. Todos estão vivos em meu coração.

Ah mamãe, a sua saudade é minha, que somado fala de nosso amor e de nosso carinho. Por favor não entenda que estou invadindo a sua dor e lhe dizendo o que tem que fazer, mas para o seu próprio bem me sinta principalmente em seu coração junto com o papai Márcio e minhas irmã.

Recordo sempre de sua preocupação comigo, e estou aceitando a saudade em mim como um teste de paciência me ensinando outras lições que eu preciso e você precisa.

Vou parar por aqui atendendo as orientações que recebi.

Mãe e pai, os amo e sou grato por tudo, e digo que mesmo que exames detectassem alguma anormalidade eu mesmo assim estaria no corpo no tempo que estive, vamos aceitar isso com calma.

Sou o filho sempre reconhecido e em boas mãos por aqui, contando com a sua coragem de seus corações, sou eu mesmo o filho e irmão com afeto, Guilherme.

 

GUILHERME CANTO DARIN (26/08/2008, 24 anos)

Mensagem psicografada no Centro Espírita Bom Samaritano, em Curitiba, no dia 25 de agosto de 2013, pelo médium Orlando Noronha Carneiro

Publicado em Psicografias