Psicografia: O QUE IMPORTA É QUE CONTINUO VIVO (Mayllon)

Mamãe, minha irmã Pollyana, papai João.

Nesta manhã entrego meu coração nessas páginas.

Associo aos seus corações com a alegria do retorno, agradeço seus corações pelo carinho de sempre.

Mamãe, papai, fiquem tranquilos, está tudo bem comigo. Sabe, eu estou procurando a calma necessária para escrever com serenidade diante da euforia íntima que me envolve por essa possibilidade de contato e reencontro.

Mamãe, papai, a vida em trânsito é a dificuldade de todos os dias. Por mais os níveis se segurança, as instruções para evitá-lo, e cada um deverá fazer a sua parte.

Eu estava no meu sentido natural no traçado que a rodovia se desenhava, quando de forma rápida um veículo pesado invadiu a minha área correta de caminhada, expulsando-me da moto.

Até aí eu posso lembrar, depois eu não saberia dizer o que ocorreu comigo.

Agora, sendo sincero, nada mais importa, o que importa é que continuo vivo, sim, prossigo em outra caminhada, refazendo aos poucos os meus pensamentos diante de outra realidade.

Eu estou procurando controlar as lágrimas enquanto escrevo, principalmente para lhe tranquilizar o seu coração mamãe, de que já passaram os dias mais difíceis para poder entender as coisas que me aconteceram.

Não irei julgar o condutor do veículo, o que tenha ocorrido com ele, só sabemos que os caminhões e as carretas trazem peso e sua estrutura requer habilidade para a utilização correta. É sabido que sem a devida atenção a cada segundo o veículo pesado pode surpreender o seu condutor. É o que posso mencionar em minha visão do ocorrido.

Não é por estar aqui é que consigo saber de tudo.

Tenho aprendido aqui que o fato de fechar os olhos não significa que iremos encontrar no mundo do sabe-tudo. Estou na mesma, ou seja, continuo sendo eu mesmo, com a diferença de que estou em outra posição da vida.

Eu, apesar, dos dias iniciais complicados para mim, não poderia prever que teria um presente dos maiores aqui, sim, aqueles que nos ajudam a caminhar.

Participei do nascimento do Mayllinho, apreciando a emoção da Sabrina que sem dúvida ressentia de minha ausência em momento especial para a ocorrência das mais linhas em nossas vidas, o nascimento.

Eu chorei feito um bobo com a emoção de um pai jovem, não presente fisicamente, mas muito mais presente espiritualmente.

Eu caminharei quanto posso ajudando quanto posso a caminhada da Sabrina junto com o Mayllinho que cresce a cada dia, trazendo a minha lembrança em seus corações.

Mamãe, esteja em paz, porque estou aceitando a nova realidade com a ajuda de tanta gente boa aqui.

A minha saudade é tamanha que me vejo em alguns momentos como que hipnotizado, mas que acordo motivado para ser forte e não deixar as coisas caírem.

Aceitemos de coração confiante o que a linha da vida nos traçou.

Eu poderia não estar naquele exato momento, mas não foi assim, o traçado de minha provação e de nossa provação tinha que acontecer.

É isso aí, meu beijo à Sabrina e ao Mayllinho, e a você mamãe o meu sentimento de gratidão e de eterno carinho para com o coração de pais maravilhosos que tenho.

É isso aí, vamos em frente.

O filho com muitas saudades, mas confiante.

MAYLLON PRESLEY FERREIRA (19/07/2010, 19 anos)

Mensagem psicografada pelo médium Orlando Noronha Carneiro, dia 19 de junho de 2011, no Grupo Espírita de Caridade Meimei, em Curitiba.
Publicado em Psicografias

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