Psicografia: NÃO ESQUECI DAQUELE QUEIJINHO BOM DE SEMPRE (Paulo Monejak)

Minha filha… Neta…

Só temos a pedir a Jesus que nos conforte os nossos corações.

A vovó Olga me acompanha e abraça-lhe também.

Vou fazer o máximo de mim para lhe tranquilizar.

Leva à Hilda e ao João as minhas sinceras considerações.

Depois da tempestade estou agora fluindo à luz do sol.

Queria vir e pedir a vocês que me desculpem a fraqueza…

Senti naquele dia o auge de um vazio e de uma tristeza…

O vovô passou na noite anterior a ter pensamentos que me diziam que eu já tinha feito o que precisava ter feito, e assim foi vindo, pesavam-me os janeiros que carregava.

Junto com os pensamentos de desistir eu sentia um cansaço interior íntimo e aí a tristeza foi tomando conta… Foi quando perdi o controle de mim mesmo e o desespero íntimo veio forte, e daí não consegui suportar a mim mesmo, e fiz o que fiz, e digo que foi o pior ato de minha vida.

O vovô por causa desse atitude no final de meus tempos apenas complicou os passos.

Passei por dificuldades, não sei por quanto tempo, e sei que fui ajudado por mãos bondosas que me ajudaram a encontrar comigo mesmo.

O suicídio, e preciso dizer até para ajudar quem está pensando em assim fazer, é um desencontro conosco e com a vida.

Nos sentimos como um navio em extensas ondas que quer afundar. As ondas parecem que não acabam…

O meu melhor dia aqui foi quando eu encontrei comigo, que me identifiquei, e fiquei muito surpreso quando verifiquei quanto tempo fiquei em estado de perturbação.

Agora já é o passado que me trará outros compromissos.

Comunico a você, à Hilda e ao João que a minha atitude é comigo mesmo, é responsabilidade minha, não há causas externas para a minha ação. Foi coisa minha, resolução perturbada do vovô.

E para que os que São Tomés que sou eu mesmo aqui, não esqueci daquele queijinho bom de sempre.

O vovô e papai junto com a vovó Olga.

PAULO MONEJAK (09/12/1997, 82 anos)

 

Mensagem psicografada no Centro Espírita Recanto da Prece, em Curitiba, no dia 18 de dezembro de 2011, pelo médium Orlando Noronha Carneiro

Publicado em Psicografias

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