Psicografia: EU NUNCA SAÍ DO NOSSO LAR (Nicholas Matheus Muffato)

EU NUNCA SAÍ DO NOSSO LAR

Mamãe Rosana, Saudi, minha irmã Jennifer.

Nicholas Matheus Muffato

Nicholas Matheus Muffato

Aqui estou mamãe, agora tudo em maré mansa, com o raciocínio mais equilibrado atendo as suas solicitações mais constantes para notícias mais concretas.

Não poderia vir antes, precisava estar bem comigo mesmo, e perdoar a mim mesmo. Nossos conflitos são imensos, e eu tinha os meus que eram conhecidos por mim.

Mãe, eu tenho que ser sincero primeiro comigo, não foi isso que aprendi com você, sem jogar nada debaixo do tapete?

Antes de tudo obrigado por vocês correrem comigo quando do meu desiquilíbrio. Eu até entendo a consideração de vocês quanto à postura da clínica, mas a maior responsabilidade está comigo, na minha atitude. É isso que cobro de mim, eu não posso cobrar a ausência de um enfermeiro ao meu lado. Quanto quis colocar esse argumento aqui me ouviram com respeito, mas com paciência me fizeram crer que a responsabilidade estava em minhas mãos.

Mãe, deixa eu te dizer uma coisa. Por mais que eu estivesse alterado, eu tinha uma boa cota de consciência. É claro, com a influencia de outros camaradas daqui que você saberá entender.

O que será que quis fazer comigo mesmo? Sem desvio do assunto, eu nem sei o que fiz para mim mesmo. Eu apenas me entreguei à vida, às minhas próprias mãos, mas sabendo do ato que cometia.

Agora se quis chamar a atenção eu não concordo. Não me importa o que digam e nem você deve se preocupar com o que pensam, pois nós sabemos do que de fato existe entre nós.

Quem me trouxe aqui e me acompanhou foi o Abelha, camarada nota 10. Aliás trouxe também o Gustavo, que hoje permitiu e concedeu, Saudi, que eu falasse, e ele está bem.

Mãe, você sabe que aqui não vou ficar parado. Eu preciso que você seja minha parceira. Você e a Saudi precisam estar nessa parceria. Nossa Cascavel precisa de apoio desses pais desesperados, principalmente com a dor igual à nossa dor. É jovem batendo de bota toda semana.

Sei que não sou o exemplo maior, e por isso mesmo, por saber da tolice que fiz, quero por na cabeça da rapaziada que não podem dar bobeira na vida brincando com ela.

Já encontrei o vovô Valfrido.

Agora quero te pedir uma coisa mãe. Sei que você mantém meu quarto intacto, mas não se apegue demais nele. Sua angústia me chega de casa e me alimenta muita tristeza. Guarda as fotos, mas não se apegue em utensílios. Não é ali que você deve me recordar. É na pessoa de um pedinte que você me encontrará, pois é duro ver estômago de criança vazio.

Nicholas Matheus Muffato

Nicholas Matheus Muffato

Agora eu lhe respeito se você não puder me atender, mas entre nós não tem fajutice. Continue com seus tratamentos, e coloque cada vez mais a mão no arado de serviço aos que tanto necessitam.

Sua amargura me atinge. Tudo que nosso Divaldo lhe falou foi bom para nós.

Mãe, vamos ajudar os moços de nossa Cascavel. As portas se abrirão nos ideais que você acalenta.

Neste Natal fa-çamos uma festa aos pobres, isso sem qualquer vínculo com qualquer agremiação. Façamos isso em família, pois eu queria lhe dizer, mamãe, que eu nunca saí do nosso lar.

Beleza, curtindo a cabeleira de sempre no retoque meu, Nicholas.

NICHOLAS MATHEUS MUFFATO (29/10/2008, 21 anos)

Mensagem psicografada pelo médium Orlando Noronha Carneiro, dia 28 de novembro de 2010, no Grupo Espírita de Caridade Meimei, em Curitiba.
Publicado em Psicografias

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