Psicografia: DE UMA VEZ POR TODAS DEVEMOS INCLUIR DEUS EM NOSSAS VIDAS (Diogo Augusto Lima Pupulin)

DE UMA VEZ POR TODAS DEVEMOS
INCLUIR DEUS EM NOSSAS VIDAS

Mamãe! Papai Antônio!

Não sei se choro, não sei se deixo, não sei se deixo o sorrir escancarar. É um conflito gostoso de sentir, após o tempo de angústia para que essa hora chegasse.

A vovó Maria Ferreira Lima me acompanha com sua bondade, conduzindo-me como sendo uma criança deslumbrada por tudo que tem presenciado nesse novo ambiente de vida.

Sinto-me seguro por tê-la ao meu lado dando-me coragem para escrever.

Como meu abraço também à nossa Renata, abraço que dedico ao meu irmão Matheus igualmente.

Mamãe, não sei se serei tão convincente como desejo ser, mas entenda que sou seu filho que chegou aqui também querendo entender como tudo aconteceu após o alojamento do fungo no pulmão.

Perguntamos, não é mamãe, por que com você Di, porque com você? Eu também fiz essas observações aqui, então foi a vovó Maria que veio ao me socorro, enxugando as minhas lágrimas, lágrimas dizendo-me dizendo que de uma vez por todas devemos incluir Deus em nossas vidas.

A vovó me disse que me caminhamos muitas vezes pela vida como se fossemos donos do universo e que pelo acaso estamos respirando.

Ah mamãe, a vovó me abriu os pensamentos para que eu não revoltasse. Ainda tenho muito que aprender, entender, mas a vovó me falou que todos nós temos provas para serem passadas. Que ninguém caminhará sem essas lições. Uns de uma forma, outros de outra forma. E a minha, mamãe, era essa, por situações que só mais lá na frente vou entender exatamente o porquê.

Assim eu passei a não me sentir injustiçado pela vida. Às vezes temos a mania de compararmos o que nos acontece com o que acontece com os vizinhos.

A vovó Maria me disse uma coisa fantástica: os valores bancários de cada um são diferentes, e suas dívidas pessoais também são diferentes. Uns estão pagando parcelas de carros, outros estão pagando parcelas de roupas, e outros estão passando parcelas de medicações caríssimas. Então, mãe, não há como ficarmos no paralelo. Foi aí que aceitei a condição de ter vindo assim tão cedo.

Estou tentando controlar aquele meu ímpeto que você conhece, e estou sendo maneiro para não destoar por aqui. Você sabe não é, como são as coisas…

Bem mamãe, papai Antônio, vida para frente, e saibam que estou indo da melhor forma possível. Os problemas respiratórios já foram superados  pelos auxílios médicos que continuaram aqui.

Eu recebo as suas lágrimas com a emoção natural de um filho que não venho se despedir de você nessa carta, mas reavivar mamãe, a sua fé na certeza que mesmo por aqui lhe estarei pregando alguns sustos como antes. Opa, brincadeira! A vovó pegou de verdade no meu ouvido e me deu uma bela apertada.

Sai dessa fossa mãe, seu coração não é lugar para isso.

Seu filho, Di.

DIOGO AUGUSTO LIMA PUPULIN (27/07/2010, 27 anos)

Mensagem psicografada pelo médium Orlando Noronha Carneiro, dia 12 de dezembro de 2010, no Grupo Espírita de Caridade Meimei, em Curitiba.
Publicado em Psicografias

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