Psicografia: A VERDADE É QUE TODOS NÓS SABEMOS QUE UM DIA IREMOS DEIXAR O CORPO (Almir Pappi)

A VERDADE É QUE TODOS NÓS SABEMOS QUE UM DIA IREMOS DEIXAR O CORPO

Meu filho Márcio, estou aqui com o coração em lágrimas com o melhor que eu possa trazer com a ajuda de nosso Lucas, que já reencontrei, e com meu irmão, onde pude revê-los, com toda a alegria e você pode imaginar a grande emoção.

Sou auxiliado por muitas pessoas. Filho, estou refazendo as energias.

A verdade é que todos nós sabemos que um dia iremos deixar o corpo, mas em verdade a gente vai vivendo, esquecendo que ela poderá acontecer. É assim que me sinto: surpreso pela ocorrência tão repentina com o desiquilíbrio do coração, com os problemas na circulação, que motivaram o enfarto.

Espero que você, a Ana e a Luana estejam bem, que sejam fortes, como eu próprio estou lutando para ser. Caso não encontrasse meu irmão e o Lucas sentiria como um peixe fora d’água.

Acho, em meu ponto de vista, que muito poucos estão devidamente preparados para essa ocorrência.

Sou ainda um grande analfabeto aqui, procurando aos poucos entender toda essa transformação. Se coloquem em meu lugar, e entenderão no que eu digo.

Cheguei aqui com as surpresas naturais de quem pouco conhece do que tenho visto, mas esse é outro assunto.

Peço à mamãe Ivani que não se entregue a tanta tristeza, e lembre-se que estou em família em pleno caminho de recompor meus pensamentos.

Graças a Deus eu já consigo não chorar tanto, mas como vocês a saudade me vem, com a recordação de todos vocês que eu guardo em minha memória.

Eu peço a você, Márcio, que não se sinta inconformado com a minha ausência tão cedo. Vocês me fazem falta, mas estou mais tranquilo de vocês estarem bem encaminhados.

A gente necessita fazer um pouco mais de força para não deixar a casa cair.

Abraço você Elisabeth, você Sirley, nossa Bruna, nossa Karine e nosso Luiz com a mesma emoção que vejo meu filho. Seja forte, filho, para que você seja um amparo à Luana, tão pequena e que precisa tanto de nós.

A mamãe deve considerar que não estou sozinho por aqui, e que deve enfrentar a nossa ausência com muita coragem.

É o que eu posso lhe dizer, e o que devo dizer para que um pouco de nossa tristeza saia de nossa casa, Márcio.

Fique bem, não se apavore, fique sereno, eu vou indo bem, orientado e amparado. Nós não estamos impedidos de chorar, mas que as lágrimas não sejam de inconformação.

Com meu coração emocionado, com as lágrimas de saudades que sinto, mas que estou fazendo o melhor para não deixar a saudade não me machuque tanto.

Com minhas saudações, o seu pai.

ALMIR PAPPI (23/10/2010, 52 anos)

Mensagem psicografada pelo médium Orlando Noronha Carneiro, dia 12 de dezembro de 2010, no Grupo Espírita de Caridade Meimei, em Curitiba.
Publicado em Psicografias

Deixe uma resposta