Psicografia: A MORTE NÃO EXISTE E NADA SE ACABOU (Adriana)

Minha querida irmã Marciane…

Minha irmã, quanta e quanta saudade…

As lágrimas também descem de meus olhos, porque eu não me tornei nada diferente das lembranças que vocês têm para comigo.

O papai Vilson também está aqui do meu lado…

As crianças não vieram, estão bem, também…

Foi tão rápido o acidente, que ainda hoje teria dificuldades de esclarecer com toda a exatidão. Só depois, mais recuperada, que papai Vilson me esclareceu: não houve erro do taxista.

Eu, quando peguei o táxi, não notei qualquer mudança de comportamento dele. Nada que me fizesse interromper a corrida.

Estava tranquila com o Gustavo e o Leo.

Sim, tudo no meu ritmo daquele dia, quando em dado momento sem que eu pudesse prevenir o acidente, vi que o táxi tomou direção errada e veio a colidir com o caminhão, que vinha na sua rota normal.

Como disse o papai: o jovem condutor teve um mal súbito, que ele mesmo não tinha como prevenir e parar com antecedência.

Com o impacto, não pude mais nada ver, desacordei instantaneamente, ouvi algum tempo, mas só consegui abrir os olhos…

O que me recordo é que sumi de vez, só fui acordar depois de muito tempo em uma enfermaria ao lado de pessoas queridas, que me olhavam com tanta ternura e pude reconhecer entre eles o papai, o nosso papai Vilson que vinha me receber, e receber o Gustavo e o Leo também.

Só consegui ser forte porque me vi amparada e chorei muito querendo saber de meus filhos.

O papai se aproximou e me disse que as minhas duas crianças dormiam em paz no quarto ao lado e que no momento justo eu estaria com eles.

Vinha você, mamãe Maria, em meu pensamento…

Fui tranquilizada, que vocês seriam amparados.

Fui orientada que deveria ser forte para dar apoio ao “Gu” e ao “Leo”. Eles precisavam muito de mim, de meu apoio de mãe para tudo entender. E contei com o apoio de muitos amigos que me auxiliaram a atender os meus pequenos, que vieram tempo depois acordar ao meu lado aos pouquinhos fui contando ao Gu o que tinha ocorrido e algumas professoras me ajudaram a chegar com cuidado até o Léozinho, tão frágil.

Creio que estes esclarecimentos nos ajudarão a ficar com os pés no chão, com mais segurança.

Mamãe não estou longe de seu coração e nem os seus netos.

Mamãe Maria, sinto o alívio neste dia por dizer-lhes que não só a vida continua, como segue do lado de cá em família.

O Léo está comigo e o Gustavo vai se enturmando com amigos que vem encontrando, e por minha vez, estou na paz e na alegria ao lado de meus tesouros o todo de minha vida.

“Ma”, fica bem e cuida da mãe.

Obrigado por atender os meus pensamentos e me procurar nesta casa querida, o contato claro e responsável para que saibamos que a morte não existe e nada se acabou.

Com meu coração em esperança e alegria, desta hora, sua irmã e filha, sempre reconhecida, Adriana.

ADRIANA JAQUELINE KRETSCHMANN (16/12/2011, 25 anos)

Mensagem psicografada no Centro Espírita Recanto da Prece, em Curitiba, no dia 29 de abril de 2012, pelo médium Orlando Noronha Carneiro­

Publicado em Psicografias

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