Pedindo daí, que você me abençoe mãe

Mãe, minha mãe Maria, tento lhe trazer notícias minhas, e consigo vir com o meu avô Sebastião e minha avó Maria Mantina, que me ajudam a escrever para você. Sei a quantas penas você tem vivido, e você saiba que estas notícias, não só lhe acalmarão o coração de mãe, como me aliviará o coração também. Que bom mesmo que a minha mãe tenha conseguido vir até este ambiente que faz renascer as nossas esperanças. Vó Maria Mantina, segure minhas mãos e vou me soltando no recado que lhe trago. Sou eu, seu filho aqui, que curtia o funk com os amigos, estou tentando mãe, a cada dia esquecer o que me fizeram após o meu lazer com amigos. Só depois aqui eu fui saber, “na real” o porquê da emboscada que fizeram comigo.

O ciúme, é mesmo como um pavio, que pode estourar a qualquer momento. Como a gente irá prever o que se passa na cabeça das pessoas? Com o auxílio da vó Maria Mantina que eu pude me acalmar e mudar o pensamento pelo menos, não ficar ligado com esses corações loucos e que agem na violência. Não foi fácil vencer, mãe, a mágoa e a tristeza que me vinham com a imagem da saída do meu lazer junto com os amigos, e lá fora estavam me esperando. Eu não tive como me defender e sair da emboscada. Confesso que eu não criei qualquer situação assim que viesse intencionalmente a gerar um conflito de ciúmes, com o cumprimento que fiz a determinada jovem. Na moral mãe, você sabe que eu era muito na minha, mas as “saideiras” é um jogo imprevisível, de reações dos “manos” que ficam aloprados com o álcool na cabeça e muito mais. Mas não me mataram e pensam assim com a cabeça dura voltada para ver só as coisas materiais. Estou aqui na boa pedindo para mãe, que juntos precisamos virar esta página e curtir muito as lembranças dos nossos corações em família. E beijo forte às minhas irmãs, a Cris, a Elaine, com toda força do irmão que sente tanta saudade. E é punk tudo aqui.

E tive aquela surpresa, que depois dos disparos, eu apesar da situação, me via vivo, respirando. E só me dei conta que não era um sonho, quando me apareceu me acolhendo em abraços, o vovô Sebastião com a vó Maria. Isso me acalmou e foi me curando, aos poucos, no hospital em que fui acudido aqui. Eu sei que você vai caminhando e peço para você não se entregar à tristeza e à mágoa. Mágoa, eu sei mãe, não se tira como se trocássemos de roupa. Mas “mano”, a gente precisa se cuidar e dar um jeito para cuidar de nosso coração. Epa, que tal a gente vai um dia se cruzar, com nosso amor e na hora certa? Você sempre terá eu ao seu lado. E estou livre, porque quem guarda este “barato” do ódio, cria grades para si. Não vou entrar nessa não “mano”, quero ser livre e ficar ao seu lado. Como aquele filho que só tem que agradecer a mãe maravilha que você é! Beleza mãe? Sou o seu filho, pedindo paz para nós, e que o “chefe lá de cima”, faça o que se tem que fazer, com os autores de minha vinda para cá. Na real, quando o peito me aperta, penso que a cada dia, o momento de nosso reencontro se aproxima. Receba aquele abraço do filho que jamais lhe esquecerá. Na alegria deste momento dez, sou o irmão sempre perto, com saudade, grudado “no çeis”.

Pedindo daí, que você me abençoe mãe
Le

Alexandro Nunes do Vale

 

Obs.: Ele desenhou um boné que ele usava e uma orelha. A mãe falou que era um alargador.

 

Psicografia realizada dia 22 de setembro de 2019, na Associação Espírita Beneficente Caminheiros do Bem, em Curitiba – PR, com o médium Orlando Noronha Carneiro.

 

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