Novos Voos (Caio Henrique Alves Alonso)

2 - Caio Henrique Alves Alonso - Agosto 2016Mãe, minha mãe Daniella, Hamilton, estou aliviado porque hoje me foi permitido trazer as notícias que tanto desejamos.

Obrigado mesmo por terem tido perseverança e fé que eu viria para os esclarecimentos necessários.

Quem me apoia nas notícias é aquele que se fez compreender e ser o José, que vem sendo um grande apoio para mim aqui.

Estou, mãe, acompanhando a sua espera para este dia, porque eu pareço sentir toda a sua dor perante o que nos aconteceu.

Fico aqui muito preocupado com você, por mais me sinto seguro, por ver o Hamilton lhe dando toda a força possível.

Mãe, certo que ia levando a via na boa com os amigos e tal, mas apesar das coisas pesadas que existem por ai, eu ficava atento, mãe, para não dar qualquer motivo para o que vemos por aí, a rapaziada se atritando, tentando ocupar os seus espaços.

Aquele dia que voltava na boa, eu encontrei com pessoas não bem situadas que chegaram até mim. Eu percebi, mãe, o perigo que eu estava, mas mãe, não fui eu que falei as primeiras falas, não, apenas chegaram apenas me abordando e me dando empurrões e partindo para a violência, e diante da falta de minha total condição de defesa, foi o que aconteceu, me agrediram, caí, e creio que em local com quantidade de água que me sufocou, mas eu já estava meio que desacordado, mas mesmo confuso eu pensava.

Acredito que caí numa total inconsciência e nada mais percebi, senão ir para sonhos também confusos. Ouvia suas lágrimas, queria acordar e dizer que já estava tudo bem, mas não conseguia entender.

Acordei depois, sem entender a situação, e sendo resumido fui saber do acontecido com palavras tão de boa que eu mesmo surpreso com tudo, e com a informação de minha partida, fui acalmando, e claro mãe, eu chorei, porque você veio em meu pensamento no ato.

Mãe, não fui desamparado, e mãos amigas me auxiliaram a vencer os primeiros dias de uma vida que segue e que como veio, está esta surpresa para mim.

Quantos chegam aqui no mesmo estado, como aves que voam, parece que sem saber o céu que estão voando.

Mas hoje sou uma ave consciente e ciente dos voos que está efetuando.

Mãe, lute com esta inconformação, peço desculpas de coração se não atendi no todo suas orientações e alertas, mas me sentia livre e dono de mim como ocorre com tanta rapaziada que pensam serem os donos do mundo.

Você foi sempre legal comigo e me ensinou tantas coisas boas, que teve tanta e tanta paciência com minhas paradas meio doidas.

Chego aqui sabe, como na boa, querendo sim sentir seu olhar e seu abraço, porque o que mais queria, muito mais que milhões, é sentir você de novo em meu grande abraço para sarar toda essa dor que parece não ter fim.

Não sou qualquer santo, e vou para o andar de cima, não me deu essa condição, mas eu não iniciei qualquer atrito, mas o Hamilton certinho, eu não estava no lugar certo e nem na hora certa.

Mãe, com a mesma saudade que você, mas procuremos nos ajudar com mais fé no futuro.

Conto com sua fé e coragem.

Estou com o José, e assim tudo vai melhorando para mim.

Sou eternamente grato contigo, por tudo que você fez, e muito com sacrifícios para que nada nos faltasse.

Abre o Nosso Lar com mais entusiasmo, com fé no peito e no coração. Um dia iremos nos encontrar e assim toda essa ausência não mais existirá.

Obrigado pelos que me ajudam a escrever.

Agora paro um pouco, e quem sabe teremos outras oportunidades.

Sou eu, com saudade e gratidão…

CAIO HENRIQUE ALVES ALONSO (17/12/2015, 22 anos)

Mensagem psicografada na Associação Beneficente Espírita Caminheiros do Bem, em Curitiba, no dia 21 de agosto de 2016, pelo médium Orlando Noronha Carneiro.

Carta de Danniela, mãe do Caio

“A despedida é um momento de tristeza em que corações se preparam para viver uma saudade.”

Filho é um ser que Deus nos empresta para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas “A despedida é um momento de tristeza em que corações se preparam para viver uma saudade.”

Obrigado meu filho amado Caio Henrique, pela gratidão relatada na carta psicografada do dia 21.08.2016.

A mãe fez tudo que estava ao meu alcance para te ver feliz, e mesmo sem apoio, nunca desistiu de acreditar na nossa felicidade.

Que você suba os mais elevados degraus da eternidade , mantendo o amor e a serenidade em seu coração.

Espera a mãe, um dia vamos nos encontrar, e quero te dar todos os beijos e abraços que faltaram, os mesmos que a maldade humana não nos permitiu que fossem trocados.

Te amo eternamente.

De sua mãe que nunca vai deixar sua memória cair no esquecimento.

Daniella A . Brandão.


Publicado em Destaques, Psicografias