Não estamos assim tão distantes (Ricardo Pacheco de Souza)

Pai, meu pai Alexandre, nem sei como iniciar essa carta que lhe entrego…

Na verdade pai não escrevo assim só, é a minha avó Gessi que está aqui do meu lado e segura e minhas mãos, e foi ela que me trouxe aqui, pois estou com você em pensamento. Também estou sentido muito sua falta, mas precisamos ser fortes pai.

Estou aqui com seu coração em mim, pois sinto de perto toda a sua dor porque juntos formamos mais que a relação de pai para filho e de filho para pai, eramos muito amigos e sempre houve em nós grande respeito e carinho.

Pai, é tudo muito novo para nós, mas preciso lhe dizer que a minha avó Gessi, que me ajudou e me senti assim protegido, e tive a permissão possível para dizer algumas palavras.

Temos que adaptar pai, e não desistirmos de caminhar. Não pense em desistir…

E pude ir até nossa casa, e sei que você me espera chegando, como se tudo não passasse de um sonho.

Quero confirmar, pai, pelo que a avó Gessi me disse, que de fato o que me aconteceu, atingindo o cérebro, é o que os exames apontaram. Disse-me a vovó que essa doença de nome difícil que me atingiu, ela é silenciosa, mas que eu e você precisamos entender que não existe qualquer desatenção de Deus para com a gente.

É tudo novo para nós, e penso que os dias irão nos auxiliar a entender os planos de Deus em nossa vida.

A avó Gessi me adiantou que não existe o acaso, e que o vírus que veio do reino animal, apenas se fez presente em mim, por estar como disse a voz, nas lições que eu e você precisamos passar e aprender.

Você é meu chapa, e preciso que você caminhe sem desânimo.

Que o tempo nos auxilie a pensar no que nos aconteceu como sendo uma pausa da vida, e não um afastamento definitivo.

Estou, pai, me recuperando, só peço a você não parar e lutar com força.

Sei que o 24 e o 31 estão chegando, e precisamos dar sequência. Não pense em dormir nesses dias para esquecer o ocorrido, para não doer assim o seu coração.

Estaremos em pensamento, porque de tudo que consegui compreender aqui é que nós não estamos assim distantes, porque com tranquilidade eu sinto sua presença aqui, e a vovó Gessi me ensinou e me explicou que eu sinto seus pensamentos em mim e coloco aí tristeza e angústia.

Pai, vamos com coragem, o cérebro de seu filho está bem agora, não sinto mais as limitações, e você pode ficar tranquilo que não sou mais o filho preso à doença e ao sofrimento.

Seja feliz, se você me deseja bem aqui, é seguir bem por aí.

Somos nós ainda uma família. Você não está só, sou ainda como você diz, seu companheiro mais importante.

Relaxa, relaxa pai…

Agora preciso parar, a avó me pede recolher. A avó Gessi é para mim o meu grande apoio.

Seu filho amigo, amigo filho, seu chapa…

RICARDO PACHECO DE SOUZA (09/09/2014, 19 anos)

Mensagem psicografada na Associação Beneficente Espírita Caminheiros do Bem, em Curitiba, no dia 14 de dezembro de 2014, pelo médium Orlando Noronha Carneiro.

Publicado em Psicografias