Justiça (Louise Sayuri Maeda)

LouiseQuerido papai Satiro, querida mamãe Deise, Jesus nos abençoe e fortaleça na Justiça Divina.

Abraços ao vovô Iguer e à vovó Ida e ao meu irmão querido.

Não estamos sem Deus pois há uma força que nos sustenta, a fé operosa.

Eu partilhei cada minuto, cada instante das ações ocorridas no julgamento daqueles que se deixaram envolver por estratégia cruel e doentia de me colocar em armadilha e findou com o que sabemos.

É certo que doem as atitudes dos que pensam que com violência apagarão a verdade dos seus envolvimentos tristes.

Eu só participei pensando no controle na sua saúde mamãe, da tranquilidade de meu pai.

Alguém me perguntará o que sentia ao me deparar com a pessoa da trama da violência que me aconteceu… Eu diria que me preparei o coração para não ser aquilo o que eles infelizmente ainda sentem: a sobra de si mesmos.

Eu sinto a dor da ausência de meus pais mas vou até em casa e os abraço. Vocês, pai e mãe, sofrem a minha ausência, mas sentem e sabem que aquela porta ainda abre, agora espiritualmente, pois a minha presença é sentida e percebida em casa, aí aquela ferida, dor é amenizada até que um dia não haverá mais dor, mas eu pergunto: e os que levantaram a mão para ferir o outro levando a morte física? Que sombra lhes acompanha os segundos de cada dia? A sombra que terá esses estágios. Ah! Sombra invisível! Aquela que eles não querem se ater no que fizeram, querem se fazer frios para não sentir o peso da verdade infeliz que fizeram. É uma sombra que eles querem deixar invisível, por isso se fazem insensíveis no olhar congelado de sombra materializada. É quando a criatura que fez o mal não suporta o mal que fez a outrem, não suporta mais se esconder, e quando a sombra do que fizeram se materializa sem mais esconderijo e quando isso ocorre ninguém pode prever a dor que sentirão na alma.

Soube aqui que Freud e Carl Jung buscam definir na vida espiritual o que é a dor da alma. Quando dói a alma esta dor é mais complexa.

Isso pai e mãe que lhes trago é o que ocorrerá inevitavelmente aos que se encontram detentos. Podem ser frios, mas irão amanhã sentir o peso da sombra do que fizeram.

Não se preocupe que não chorei de dor pelo que me fizeram, chorei por saber em que miséria da alma eles se encontram.

Tenham paciência mãe e pai…

E o que Jesus quer que façamos com nossa dor? Que ajudemos a vida social a promover a paz.

Vi tanta gente torcendo por nossa paz, que a justiça humana faça o seu papel importante para que aos poucos construamos um mundo de paz. Só existe violência no coração de alguém porque este não conhece Jesus.

Sei que tem outras etapas mas estarei sempre com vocês.

Lembro de uma cena em um momento do processo do júri que chegaram alguns amigos espirituais que traziam bateria de luz e vibrações até o coração da mamãe Deise e do papai Satiro, e também de meus avós e meus irmãos. Perguntei o que era aquilo que me emocionava e eram canalizados até os meus, e recebi de um amigo espiritual que eram todas as vibrações que chegavam de nossos amigos que não puderam estar presentes e que nos sustentou.

Eu não vou aplaudir o erro, mas não vou esquecer que Jesus foi crucificado e nos ensinou o caminho do bem.

Eu sei que os pais destes doentes devem sofrer pelo que os filhos fizeram.

Pai e mãe, um dia toda essa dor se tornará uma luz imensa.

Vô e vó Ida força aí.

Mano beijos.

Com muita emoção, Louise Maeda, beijo no coração.

LOUISE SAYURI MAEDA (31/05/2011, 21 anos)

Mensagem psicografada no ­­­­Centro Espírita Bom Samaritano, em Curitiba, no dia 25 de agosto de 2013, pelo médium Orlando Noronha Carneiro

Publicado em Psicografias