EU NÃO MORRI PAPAI (João Henrique Lemos Pedroso)

Querido papai Moacir e querida mãezinha Márcia, Deus nos conceda a sua paz sempre em nossos corações.

Eu estou aqui com meu avô Emilio que me auxilia com o seu carinho.

Papai eu venho aqui para atender o seu coração que a cada dia tem tido a dor que parece não lhe dar trégua.

Papai não sofra assim, pois eu não morri papai, eu não disse adeus para você porque a morte não significa adeus, mas sim apenas um tempo da vida que nos vem ensinar algo.

Eu preciso de sua recuperação, de sua força, pois não posso negar que esse seu sofrimento intenso me atinge.

Não acorde dia a dia como se eu não estivesse mais ao seu lado, isso não é verdade.

Apenas os seus olhos físicos não podem me registrar, mas seu coração pode sim, me sentir e é por isso que também venho confirmar a minha presença quando a mamãe já pode me ver.

Faço o que eu posso para que vocês me sintam, dentro das minhas condições e a permissão dos maiores.

Dê uma trégua por mim para que eu consiga respirar com mais paz no coração.

Sigamos juntos nos fortalecendo na fé, é o que precisamos realmente.

Fique bem papai, ainda bem que temos a presença da mamãe com a sua fé.

Diga sim a vida ao seu lado, não acredite que morrer mudará a situação como pensamos.

Sejamos fortes, dê-me a alegria de vê-lo querendo viver, é o que lhe peço em nome de nosso amor.

Repito, eu vim no momento certo, não vim um segundo antes, conto com você.

Para, por favor, de se entregar na sua dor, a sua chegada aqui teria outra forma de ser.

Não é só pensar que deixando a vida física que conseguiremos estar de imediato com aqueles que tanto amamos.

Pense nisso papai, viva bem aí na vida física para poder, com mérito, viver bem comigo aqui na hora também certa.

É o que eu consigo lhe dizer na condição do filho preocupado que precisa de sua paz para seguir em paz também.

Seu filho, João Henrique Lemos Pedroso.

JOÃO HENRIQUE LEMOS PEDROSO (05/10/2011, 12 anos)

Mensagem psicografada no Centro Espírita Recanto da Prece, em Curitiba, no dia 29 de julho de 2012, pelo médium Orlando Noronha Carneiro­

Publicado em Psicografias

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