Consolo: Fases Missionárias da Vida de Chico Xavier

3) Consolo

“Assistimos, pessoalmente a muitas dessas psicografias que vieram até nós, de improviso, em reuniões públicas da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, Minas Gerais.”

Estas são as palavras do Dr Elias Barbosa, prefácio do Livro Entre duas vidas, editado em 1974, dando inicio a divulgação das mensagens familiares, ou cartas-familiares pela mediunidade segura de Chico Xavier.

Posteriormente, Dr Elias elaboraria significantes livros, documentando esta fase extremamente consoladora. São colhidas as mensagens, selecionadas, realizada entrevistas com os familiares que receberam a mensagem autenticando o conteúdo e os detalhes da mensagem de total desconhecimento do medianeiro.

Estas mensagens ocorriam em reunião pública.

Depois, Chico transferiu-se para o Grupo Espírita da Prece em Uberaba-MG, dando continuidade a sua tarefa missionária na Assistência Social e no âmbito da mediunidade.

Contudo o livro que estabeleceu um impacto maior foi JOVENS NO ALÉM, editado igualmente em 1974, pela GEEM de São Bernardo do Campo.

Este livro foi um marco nesta fase.

Precisamos salientar que nesta época Chico Xavier era muito conhecido e respeitado, sendo mencionado constantemente nos meios de comunicação.

O famoso PINGA-FOGO nas duas edições já haviam ocorrido, divulgando a Doutrina Espírita, tornando a digna de respeito na comunidade, por trazer Jesus Redivivo aos nossos corações,

No livro JOVENS NO ALÉM, encontraremos, por exemplo a mensagem do jovem Augusto Cezar alentando seus familiares, com dados precisos, corretos. Este jovem depois viria trazer livros pessoais pela mediunidade de Chico Xavier, tornando patente a questão do evoluir no Mundo Espiritual, citamos o livro FALOU E DISSE editado pela GEEM em 1978, toda formatada em gíria, conforme a forma de ser do comunicante.

Um incêndio grave assola São Paulo, Edifício Joelma, onde centenas de jovens desencarnaram.

Em 1974, a GEEM lançaria o livro SOMOS SEIS, onde dois missivistas estavam no incêndio.

Um deles Volquimar Carvalho dos Santos, depoimento este que gerou um filme conhecido, retratando em detalhes os acontecimentos do ocorrido no incêndio. A dor dos familiares, a chegada até Chico Xavier e a mensagem confortadora.

No Grupo Espírita da Prece, temos instalado um Correio do Céu, onde pelas mãos de Chico Xavier, a imortalidade canta sua melodia alentadora. Familiares de todo o Brasil, inclusive do exterior recebem nas mãos as laudas que trazem seus filhos, pais, avós, esposos, esposas, tios, tias redivivos, com a sua individualidade intacta, consoante o que nos dissera os Benfeitores da Vida Maior em O Livro dos Espíritos.

Pessoalmente, mensalmente estava presente nestas reuniões. Cheguei a sair por voltas das 5 horas da manhã do Grupo Espírita da Prece. Como dizia o Chico, éramos os boateiros espíritas.

Chico iniciava o atendimento as 14 horas da sexta-feira, no GEP.

Após atender um por um, nas senhas que eram liberadas, recolhia-se em uma sala contigua ao salão principal, exercendo as atividades do receituário mediúnico, supervisionado pelo Dr Bezerra de Menezes.

Era comum exalar pelo GEP o odor de éter.

Findado o receituário, Chico retornava ao salão principal dando inicio as psicografias. Ininterruptamente,

Chico psicografava por 4 a 5 horas. Durante a psicografia expositores se alternavam trazendo o conforto do Evangelho a luz da Doutrina Espírita. Neste período era comum o odor de rosas, flores do campo.

Ao término da psicografia efetuava-se a leitura das mensagens; um verdadeiro festival da espiritualidade.

A primeira mensagem sempre era a de Emmanuel, às vezes de André Luiz.

No sábado à noite no GEP, a partir das 20 horas, Chico também efetuava a psicografia, e neste dia normalmente, alem das mensagens particulares vinham os poetas, Maria Dolores, João de Deus, Tobias Barreto, Auta de Souza e assim por diante.

Não há valor material que possa superar as linhas grafadas em laudas e mais laudas pelas mãos iluminadas de Chico. Mas tem um detalhe que poucos se atentam. No atendimento que Chico efetuava ao falar com os que procuravam de seus lábios partiam consolo e revelações que também vinham de sua faculdade mediúnica de psicofonia, mas de forma sutil no exercício da mediunidade consoladora educada pelos ensinos de Jesus, que ele vivia todos os instantes e vive até hoje no plano de luz em que logicamente esta, velando por todos nós, continuando a nos confortar incessantemente.

Por Orlando Noronha Carneiro

Publicado em Chico Xavier - Fases Missionárias