As Cartas Familiares (considerações de Orlando Noronha Carneiro)

Notamos, que muitas vezes, os familiares ao receberem notícias de seus familiares, domiciliados na Vida Espiritual, ficam surpresos com os novos posicionamentos.

Muitas vezes, idealizam e esperam nas notícias o que gostariam de ouvir.

Fixam de tal modo em suas concepções pessoais, que se surpreendem com colocações opostas do que pensam.

Precisamos compreender que na Vida Espiritual, continuamos em processo de evolução e crescimento.

Evidente que podemos estacionar, mas não é regra.

Cabe ao medianeiro, na segurança que lhe deve ser a tônica no exercício da mediunidade com Jesus, ser fiel ao pensamento do comunicante.

Deixar que as idéias fluam naturalmente, sem que ocorra a sua interferência.

Neste mecanismo, o medianeiro travará com uma situação maravilhosa, ao mesmo tempo que filtra a idéia do comunicante, sua idéia (do medianeiro) as vezes contrária ressuma da reentrância de sua personalidade, ocorrendo um fato no processo de comunicação que atesta a diminuição do animismo e a maleabilidade do médium em registrar o pensamento do comunicante.

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Por exemplo quantas vezes o familiar concebe que seu filho(a), em um acidente estava em velocidade normal, e o

comunicante vem sem medo e assevera: mamãe, papai eu preciso ser sincero, estava com o pé fundo no acelerador.

Outro exemplo, é os familiares que procuram guardar intacto os pertences de seu familiar (o que devemos respeitar, jamais julgar), mas vem o familiar e diz: mamãe e papai não fiquem atrelados aos meus pertences, não me fazem falta, doe a quem necessite…

Muitas vezes o familiar que foi atropelado narra a sua distração ao efetuar uma travessia pela avenida, mas a dor é tamanha que os que ficaram se arvoram em abrir o processo contra o motorista…

É por isso que tem muitos espíritos que evitam dar mensagem, pois em falando a verdade, criarão mais dor nos que ficaram.

E nesta veracidade do comunicante, muitas vezes o familiar fica triste, a ponto de pensar: Não pode ser meu filho(a)…

Se enganam absolutamente.

Muitas vezes saem da reunião, desiludidos, desconfiando até da mensagem, fazê o que!

Faz parte.

Querem que seus familiares na Vida Maior pensem com sua cabeça.

Quanto ao medianeiro, deverá ser fiel ao que o comunicante externa, e quando tenha dúvida deverá insistir ao comunicante, lhe arguindo mentalmente a questão: é isso mesmo, me de uma prova…

Pode ter certeza que se for de sua mente, a idéia vai sumir….

 

Fraternalmente,

Orlando

Publicado em Psicografias

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