A VIDA NÃO ACABOU, OS PROJETOS CONTINUARÃO (Elizabeth Cristina Pereira)

Papai Luiz, mamãe Solene, Wellington meu irmão, peço a Deus que nos cubra com suas bênçãos.

Demorou, mas estou aqui ao lado de vocês.

O vovô Victorino segura em minhas mãos enquanto escrevo para você ajudando-me a conter a emoção.

Queria tirar com minhas mãos e inconformação de você papai e mamãe. A vida nos deu uma reviravolta com a loucura do Veríssimo. Eu não imaginava que ele chegaria a uma atitude tão triste.

Eu tinha mapeado que o excesso de ciúmes estava pendendo o controle.

Eu procurei falar com ele, dialogava, explicava e esclarecia as coisas, mas hoje sou testemunha que o ciúme é uma venda que cobre os olhos da razão das pessoas.

A vida do Veríssimo não foi fácil, cheio de atropelos desde a infância, mas no fundo eu confiava que uma hora ele iria se encontrar com a confiança consigo mesmo, mas não foi o que ocorreu. Ele se perturbou e agiu contra mim nessa fúria de quem perdeu o próprio senso.

Eu fui socorrida espiritualmente e fui ajudada a não cair no desespero e na revolta.

Com custo e carinho fui aplumando meu coração e só depois fui informada que o Veríssimo atentou logo em seguida contra si mesmo.

Não o vi por aqui, depois com mais calma quis saber dele, mas até o momento não soube maiores detalhes, senão de que como ouvi ninguém está sem amparo, mesmo que seja de uma atitude deplorável que se possa ter feito.

Acalme seu coração papai, eu escuto você e sei o quanto lhe é difícil acordar a cada dia e não me ver chegando para estar com vocês.

Não vou lhes pedir o impossível, mas eu preciso dizer que precisamos pensar, pelo menos pensar em perdão a quem mais mal fez a si.

Não estou medindo dor, dor não tem medição, para Deus toda dor tem o mesmo centímetro.

Eu não estou querendo ser advogada, mas eu não posso ver vocês se queimando por dentro ao pensar sobre o que aconteceu.

Eu quero estar com vocês sempre e sempre, em nosso convívio agora espiritual.

Mãe, sinto falta de nossas intimidades. Você o meu outro olho para ver a vida melhor, e pai sinto falta desse seu amor imenso comigo na sua doação sem medidas para que eu, sua filha, fosse feliz.

O Wellington precisa de nós e de nossa força, e meu irmão pode ainda contar com meu carinho, vamos dar uma trégua para nossa dor.

Se não conseguimos hoje vencer com toda a força vamos acalmá-la com esperança.

Abraço aos amigos…

A responsabilidade de ter mantido a relação foi toda minha, e aí peço que me compreendam essa minha decisão.

A vida não acabou, os projetos continuarão. Se antes ou no tempo certo, é verdade que eu vivo para sempre.

Vivam aí o melhor pois um dia iremos sentar aqui em uma mesa em outro lar para trocar o nosso amor ao redor sim de uma ceia gostosa e espiritual.

A filha que não está parada na dor, com eterno carinho.

ELIZABETH CRISTINA PEREIRA (29/11/2011, 25 anos)

Mensagem psicografada no Centro Espírita Recanto da Prece, em Curitiba, no dia 25 de novembro de 2012, pelo médium Orlando Noronha Carneiro­

Publicado em Psicografias

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