Psicografia: CARINHO DE UM PAI E ESPOSO SAUDOSO

CARINHO DE UM PAI E ESPOSO SAUDOSO

Minha querida esposa Helena, com nossos filhos Custódio e Bete, o meu sincero abraço repleto de saudade.

Cheguei aqui com a mamãe Maria Olinda, que deixa seu abraço também.

Pode fica sossegada, porque estou em paz, e com a mesma saudade de sempre.

Acordar consciente em uma nova realidade não é um processo tão simples, penso que muito poucos estão com o coração preparado para o acordar do outro lado da vida.

O que não acreditava em nada, demora a crer que não é mais um habitante do mundo físico, e que foi mais um a diminuir no senso do IBGE.

Religiosos se surpreendem com tantas verdades da vida espiritual, ficando surpresos, e até atônitos, por entender que não há inferno definitivo, ou céu fácil de conquistar com palavras apenas.

Mas, a sequencia da vida prossegue, e vamos nos adaptando aos poucos.

Os anos de fumante acarretaram o câncer de pulmão, e não faltaram as orientações médicas e as advertências em família, mas é aquele caso de que conosco nada ocorre, e que a dor só tem o endereço dos vizinhos.

Mas, todo nosso convívio, é a mais preciosa lembrança que trago indestrutível em nosso coração, nossos filhos, nossa Bete, nosso Custódio, frutos de nossos objetivos em família unida.

Cuide-se, não se esquivando dos exames periódicos. Por caminhos que às vezes não entendemos, consegui fazer que você chegasse até aqui, para levar essa carta, como lembrança minha, para que nós consigamos tirar o silêncio de uma separação que não existe.

Obrigado por ser a esposa companheira que aceitou meus infinitos defeitos, mas procurei dar o melhor de mim para você. Não estamos separados, mas creio que se posso ser útil, é dizer aos fumantes que ainda trago resquícios desse mal, ainda aqui, continuando os tratamentos que preciso. Mas Helena, fique tranquila, que não são mais na intensidade dos dias tão complicados, tudo está mais ameno.

Desejo dizer-lhe que estou deixando um forte abraço em seu coração, e permita-me beijar suas mãos benevolentes que até os últimos instantes soube afagar meu coração, que se despedia.

Com meu carinho, seu esposo, e o pai saudoso, Custódio.

CUSTÓDIO (18/11/1999, 72 anos)

Mensagem psicografada pelo médium Orlando Noronha Carneiro, dia 27 de junho de 2010, no Grupo Espírita de Caridade Meimei, em Curitiba.
Publicado em Psicografias

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